Antes de falar sobre otimizações e boas práticas de performance, é fundamental entender quais métricas realmente medem a experiência do usuário.
Ferramentas como Lighthouse, PageSpeed Insights e Web Page Test trazem diversas siglas que, à primeira vista, podem parecer confusas. No entanto, cada uma delas representa um aspecto específico do carregamento e da interatividade de uma página.
Neste post, você vai entender:
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o que são CLS, FCP, LCP, TTI e TBT;
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como cada métrica funciona na prática;
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por que essas métricas não são lineares;
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e como analisá-las de forma correta, sem cair em interpretações erradas.
Por que métricas de performance são importantes
Performance não é apenas velocidade. Ela impacta diretamente:
- experiência do usuário;
- SEO e Core Web Vitals;
- taxa de conversão;
- engajamento e retenção.
Uma página lenta, instável ou que demora para responder gera frustração. Como consequência, o usuário abandona o site antes mesmo de consumir o conteúdo ou finalizar uma compra.
Por isso, entender essas métricas é essencial para tomar decisões técnicas mais conscientes.
Principais métricas de performance explicadas
CLS (Cumulative Layout Shift)
O CLS mede o quanto os elementos da página se movem de forma inesperada enquanto o carregamento ainda está acontecendo.
Na prática, ele indica a estabilidade visual da página.
Exemplo comum:
- o usuário começa a ler um texto;
- de repente, um banner, imagem ou fonte carrega;
- o conteúdo “pula” e o usuário perde o ponto de leitura.
Boas práticas associadas:
- Definir dimensões fixas para imagens e banners;
- Evitar inserção tardia de elementos acima do conteúdo visível;
- Garantir que fontes e componentes críticos não causem reflow.
FCP (First Contentful Paint)
O FCP mede quanto tempo leva para o primeiro conteúdo aparecer na tela durante o carregamento da página.
Esse conteúdo pode ser:
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texto;
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imagem;
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SVG;
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background.
Se o FCP demora, o usuário fica olhando para uma tela em branco — o que aumenta a percepção de lentidão.
👉 Importância
O FCP não representa a página pronta, mas indica ao usuário que algo está acontecendo.
LCP (Largest Contentful Paint)
O LCP mede quanto tempo leva para o maior elemento visível da página ser renderizado.
Na maioria dos casos, esse elemento é:
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o banner principal;
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uma imagem de destaque;
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o bloco principal de conteúdo.
👉 Por que o LCP é tão importante
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Ele representa o momento em que a página parece “carregada” para o usuário.
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É uma das métricas mais relevantes para SEO e Core Web Vitals.
TTI (Time to Interactive)
O TTI mede quanto tempo a página leva para se tornar realmente interativa, ou seja, quando o usuário consegue clicar, rolar e interagir sem travamentos.
Em alguns casos:
- o conteúdo já apareceu;
- mas scripts ainda estão carregando;
- cliques e interações não funcionam corretamente.
Exemplo clássico:
- a página carrega visualmente, mas o menu ou filtros ainda não respondem.
- O conteúdo carrega visualmente, mas o botão ainda não responde.
TBT (Total Blocking Time)
O TBT mede o tempo total em que a página ficou bloqueada para interações do usuário.
Ele considera:
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tarefas longas de JavaScript;
-
scripts que bloqueiam a thread principal;
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períodos entre o FCP e o TTI em que o navegador não consegue responder.
De forma simplificada: o TBT representa o quanto o JavaScript “trava” a experiência.
Relação entre as métricas
Essas métricas estão conectadas, mas não funcionam de forma linear.
Exemplo:
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reduzir o CLS em 5 pontos não garante um ganho proporcional na nota geral de performance;
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melhorar o LCP pode impactar positivamente o SEO, mas não resolver problemas de TTI;
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diminuir TBT pode melhorar a interatividade sem alterar o FCP.
Cada métrica atua em uma dimensão diferente da experiência:
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CLS → estabilidade visual
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FCP → percepção inicial
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LCP → carregamento principal
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TTI → interatividade
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TBT → bloqueios de execução
Por isso, performance deve ser analisada como um conjunto, não como números isolados.
Um erro comum ao analisar performance
Um erro recorrente é tentar “otimizar a nota” em vez da experiência.
Exemplos:
- focar apenas no score do Lighthouse;
- ignorar métricas que não “derrubam a nota”;
- otimizar uma métrica e piorar outra sem perceber.
Performance boa é aquela que:
- carrega rápido;
- é estável;
- responde bem às interações;
- e faz sentido para o usuário final.
Conclusão
Entender CLS, FCP, LCP, TTI e TBT é o primeiro passo para trabalhar performance de forma profissional.
Essas métricas não são lineares, nem isoladas. Elas representam diferentes momentos da experiência do usuário e precisam ser analisadas em conjunto.
Mais do que buscar notas altas em ferramentas, o objetivo deve ser entregar páginas rápidas, estáveis e realmente utilizáveis.
Performance bem trabalhada melhora SEO, conversão e percepção de qualidade — e isso impacta diretamente os resultados do negócio.

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