Depois de entender quais métricas de performance analisar (CLS, FCP, LCP, TTI e TBT), é comum surgir uma expectativa imediata:
“Subi ajustes de performance, então as métricas já deveriam estar 100% melhores.”
Na prática, não é bem assim.
Existem diferentes formas de medir performance, e nem todas representam o ganho real e consolidado da experiência do usuário.
Ao longo deste post, explicamos de forma simples como funciona essa medição, por que as métricas variam e onde, de fato, validar os ganhos reais.
Métricas de laboratório: PageSpeed e WebPageTest
Ferramentas como PageSpeed Insights e WebPageTest utilizam o que chamamos de lab data (dados de laboratório).
Nesse tipo de análise, o carregamento da página é simulado em condições controladas, com máquina, rede e momento específicos.
Ou seja, não representam todos os usuários reais.
Por isso, essas métricas:
- Sofrem variações naturais
- Mudam conforme horário da análise
- São impactadas pela carga do servidor
- Também variam conforme a rede e o hardware usados no teste
👉 Essas ferramentas são excelentes para diagnóstico, comparação e identificação de gargalos, mas não devem ser tratadas como a verdade absoluta.
Boa prática:
Nunca confie em apenas uma medição. O ideal é realizar múltiplas análises, em horários diferentes e, se possível, em máquinas diferentes, sempre considerando uma média dos resultados.
Ganhos imediatos existem, mas são pontuais
Após o deploy de ajustes de performance, é normal observar:
- Melhora no PageSpeed
- Melhora no WebPageTest
- Mudanças rápidas nas métricas
Esse comportamento ocorre porque problemas específicos deixam de existir. Ainda assim, esses ganhos continuam sendo:
-
Pontuais
-
Voláteis
-
Sensíveis a fatores externos
Eles indicam que você está no caminho certo, mas ainda não representam o ganho consolidado.
CrUX: dados reais de usuários
O CrUX (Chrome User Experience Report) trabalha com field data, ou seja, dados reais de uso.
Esses dados são coletados a partir de:
- Usuários reais
- Diferentes dispositivos
- Diferentes redes
- Diferentes contextos de navegação
É exatamente por isso que o CrUX é considerado a fonte mais confiável para validar a performance real de um site.
Por que o CrUX leva cerca de 28 dias?
O CrUX utiliza uma janela móvel de aproximadamente 28 dias.
Isso significa que:
- Depende de volume real de acessos
- Considera ciclos completos de uso
- Os dados são consolidados ao longo do tempo
👉 Por esse motivo, o ganho real e validado de performance só aparece no CrUX após esse período, considerando usuários navegando de verdade no site após o deploy.
Performance não é linear
Outro ponto essencial:
métricas de performance não são lineares.
Exemplo:
- Reduzir 5 pontos de CLS não garante um ganho direto de 5 pontos na performance geral
- O impacto pode ser menor ou maior
- Tudo depende da relação entre as métricas e da experiência final do usuário
Conclusão
Ferramentas como PageSpeed Insights e WebPageTest são fundamentais para análise, diagnóstico e direcionamento técnico, mas elas sofrem variações naturais e devem ser interpretadas com cautela.
O ganho real e consolidado de performance só pode ser validado por meio do CrUX, que utiliza dados reais de usuários e precisa de tempo — cerca de 28 dias após o deploy — para refletir essas melhorias.
Em resumo:
- Ferramentas de laboratório devem ser usadas para análise e correção técnica.
- Já o CrUX é a referência para validar resultados reais ao longo do tempo.
- Além disso, é fundamental considerar múltiplas medições e entender que performance é um processo contínuo, não um número isolado.

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